18 de Dezembro - Quinta-feira
Após uma boa noite de sono, arrumamos as coisas e fomos tomar café da manhã. Estava bem friozinho.
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| Despertando |
O café servido foi aquele típico, com medialunas doces, torradas, geleias e manteiga.
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| Cafezinho da manhã |
Após o café, seguimos viagem e o nosso destino do dia, era o tão esperado
Atacama.
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| Estrada lindíssima |
O dia estava lindo, céu azul, temperatura baixa e a estrada era maravilhosa. Tudo perfeito.
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| Curvas |
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| As famosas montanhas |
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| Montanhas |
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| Parada na serra |
É tanta beleza, que a gente não cansa de ver. Realmente é uma viagem fantástica, passamos pelas cordilheiras e pelas deliciosas curvas da Cuesta Lipan.
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| Cuesta Lipan |
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| As famosas curvas da Cuesta Lipan |
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| Curvas da Cuesta Lipan |
Fizemos aquela parada obrigatória, para registrar o monolito a 4170 metros acima do nível do mar.
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| Monolito 4170 |
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| 4170 acima do nível do mar |
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| Monolito |
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| Lindas curvas |
Durante o trajeto, praticamente nenhum movimento, a não ser pelos muitos animais que encontramos pela estrada, como guanacos, lhama, burricos, e a rápida raposa de Culpeo, que não consegui registrar a foto.
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| Imensidão |
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| Burrico |
A certo ponto, avistamos as famosas salinas, que estão localizadas ao norte, nas províncias de
Jujuy e
Salta, a uma altitude média de 3.450 metros acima do nível do mar. Abrange uma área de 212 km² e é conhecida pelo seu vasto deserto branco.
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| Salinas no horizonte |
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| Margeando as salinas |
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| Salinas |
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| Imensidão branca |
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| Lhama charmosa |
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| Estrada e guanacos |
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| Riozinho |
Após um longo trajeto sem nada pela frente, passamos pela cidade de Susques e por sorte, havia um Centro de Informações ao Turista, com banheiro disponível.
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| Imensidão |
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| Literalmente, deserto |
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| Uma estrada para nós |
Às 13h20 chegamos na fronteira da
Argentina e
Chile, em
Paso Jama. Antes de cruzar a fronteira, paramos no último posto de combustível para abastecer, comer alguma coisa e garantir não ter fome na viagem.
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| Jama |
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| Café e empanada |
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| Fronteira Argentina/Chile |
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| Aduana |
Na aduana, os trâmites de liberação levaram 1 hora, no qual passamos por 6 guichês.
Após autorizados, cruzamos a fronteira e seguimos viagem.
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| Chile, lá vamos nós! |
O visual continuou incrível, com montanhas que pareciam ser pintadas.
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| Montanhas belíssimas |
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| Montanha, sal e água |
Fizemos uma parada em um lugar incrivelmente lindo,
Salar y Laguna de Tara.
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| Salar y Laguna de Tara |
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| Salar y Laguna de Tara |
Mais a frente, passamos pelos
Monjes de la Pacana, que
é uma região bem desértica, com dunas de areia e imensas pedras curiosas, formadas pela ação dos ventos ao longo dos anos.
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| Pedras em Monges de la Pacana |
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| Tudo azul |
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| Maravilhoso |
A viagem foi ficando cada vez mais linda.
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| Mirador Quebrada Quepiaco |
Fizemos uma parada no
Mirador Quebrada Quepiaco. Muito bonito o local, onde foi possível ver flamingos e guanacos. Estava ventando muito.
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| Vega Quepiaco |
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| Vega Quepiaco |
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| Vista do mirador |
Seguimos a viagem e passamos ao lado da fronteira
Chile/Bolívia.
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| Fronteira Bolívia e Chile |
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| Fronteira Chile e Bolívia |
Mesmo extasiados com as belíssimas paisagens, ainda tinha mais por vir, pois, logo começamos a avistar o belíssimo
Vulcão Licancabur.
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| Vulcão Licancabur |
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| Volcán |
Paramos no mirador e fizemos lindas fotos. Visual que impressiona.
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| Vulcão Licacanbur |
Com uma altura de 5916 metros, o vulcão é parte da
Cordillera de Los Andes. Localizado no limite geográfico entre o Chile e a Bolívia, é comum ver seus cumes nevados durante todo o ano. São realizadas excursões, pois o vulcão possui uma cratera que em seu interior, contém uma lagoa que se congela durante a temporada invernal. O
Volcán Licancabur também é de enorme interesse arqueológico e antropológico, pois ali se encontram registros incas, que lembram antigas cerimônias sagradas.
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| Flores e o vulcão |
Para os especialistas, é certo que este vulcão está completamente inativo e, além disso, sua lagoa no cume é considerada a quinta de maior altitude do mundo.
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| Chegando em San Pedro do Atacama |
Às 17h20, chegamos na pousada, com bastante calor.
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| Na pousada |
Desfizemos as malas, nos arrumamos e saímos a pé para desbravar a cidade.
Começamos por uma feirinha, bem organizada, em frente ao terminal rodoviário.
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| Feirinha |
Depois, subimos algumas quadra e chegamos na famosa
Rua Caracoles, que é a principal de
San Pedro de Atacama e nela só pode passar pedestres. Nessa rua se concentra a maior parte dos bares e restaurantes, assim como as diversas lojinhas de presentes, agências turísticas, mini-mercados e até mesmo, alguns hotéis e pousadas.
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| Rua Caracoles |
Paramos para jantar em um bem recomendado restaurante, o
Aura Andina. O prato escolhido foi um típico
Pastel de Choclo, que é preparado com grão de milho terno da cozinha tradicional peruana e chilena, recheado de frango (ou carne), manjericão e azeitonas pretas. Veio servido com uma salada regional e chips de batata doce. Maravilhoso.
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| Pastel de Choclo, no Aura Andina |
Após o jantar, seguimos o passeio, pelas ruas de terra do
Atacama.
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| Ruas de terra |
As ruas de terra estavam tranquilas, as construções de adobe misturavam o ambiente desértico com um rústico charmoso, em uma atmosfera única, combinando a tradição local com o fluxo constante de turistas curiosos, de todo o mundo.
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| Vila charmosa |
Como a noite chega tarde na cidade, continuamos curtindo o centrinho charmoso mais um pouco.
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| Turistando |
Finalizamos a noite, passando pela
Plaza de San Pedro Atacama, que estava com um presépio montado, com árvore de Natal. Passamos pela bela
Igreja de San Pedro e pela Prefeitura, com sua bela arquitetura.
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| Pracinha em clima de Natal |
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| Prefeitura |
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| Iglesia San Pedro de Atacama |
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| Presépio |
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| Plaza de San Pedro de Atacama |
19 de Dezembro - Sexta-feira
Após uma boa noite de sono, acordamos com o dia bem frio e tomamos um gostoso café da manhã, com ovos feitinhos na hora.
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| Ovos mexidos |
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| Folhas de coca |
Nossa programação da manhã, era conhecer o
Valle de Marte ou
Valle de la Muerte.
Chegando lá, paramos na portaria, onde uma agente nos explicou sobre o passeio e nos vendeu o ingresso, por 6 mil pesos cada um.
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| Valores das entradas |
Seguimos de moto por uma estrada de areia fofa, cercada de formações rochosas.
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| Adentrando ao Valle de Marte |
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| Literalmente no deserto |
Passamos por um trecho, onde as pessoas estavam praticando sandboard.
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| Sandboard |
Passando por esse ponto das dunas do sandboard, fica o local limite para deixar os veículos, pois a areia é muito fofa e há precipícios muito profundos.
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| Limite para veículos |
Bateu aquela sensação estranha de abandono, em deixar a moto sozinha, no meio do nada e perto de um barranco.
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| Tchau moto |
Seguimos o passeio, debaixo de muito sol. O trajeto todo foi assim, sem nenhuma sombrinha para refrescar.
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| Aridez total |
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| Imensidão |
O
Vale da Morte, também conhecido como
Vale de Marte, fica no meio da
Cordilheira do Sal, a apenas 2 quilômetros de
San Pedro de Atacama.
Seu nome se deve ao fato de que, nos tempos antigos, quem se atrevia a atravessar esse vale morria na tentativa. Prova disso são os restos de ossos de animais e humanos que podem ser encontrados aqui, bem como pedaços de gesso natural que muitas vezes são confundidos com esses restos.
Caracteriza-se por estranhas formações geomórficas e topográficas, onde abundam esculturas naturais de rocha e dunas de areia. Esse lugar também é um exemplo claro da aridez do
Deserto do Atacama, pois não há plantas e nem mesmo insetos que cresçam por ali.
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| Vamos subindo |
A uma certa altura, chegamos em uma placa, indicando a subida do mirante.
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| Vista do mirante |
O visual lá de cima compensa todo calor do trajeto. É maravilhoso e infinito. Por todo o horizonte, só vemos o belíssimo deserto.
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| Fotos em todos os ângulos |
O ponto mais alto, fica a 2600 metros acima do nível do mar.
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| Imensidão |
Em um ponto do mirante, encontramos as famosas pedras equilibradas e deixamos ali, a nossa contribuição.
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| Rock balance |
O
Rock Balance ou
Stone Balance é uma prática espiritual que não trata apenas do empilhamento das pedras, mas sim do entendimento dos processos naturais (internos e externos), por meio da desconexão com o ego para a conexão com o todo, proporcionada pela meditação.
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| Lindo demais |
Após apreciar todo aquele visual, começamos o retorno.
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| Começando a descer |
Fizemos uma parada para contemplar um pouco mais tamanha beleza.
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| Contemplando |
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| Nós |
Continuamos a descida por mais um tempo e o único barulho que ouvimos por ali, foi do vento.
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| De volta à nossa motoca |
Fizemos o retorno sem capacete, pois precisávamos de um pouco de ar fresco, se assim podemos chamar.
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| Retornando |
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| Liberdade |
Na saída do vale, paramos para por as jaquetas e capacetes. Bora enfrentar o calor e bora passear.
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| San Pedro de Atacama |
De volta à cidade, paramos para almoçar no restaurante que vimos no dia anterior e que nos despertou a atenção.
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| Na sombrinha |
Entramos no
Restaurante San Pedro, que fica afastado do burburinho do centrinho da cidade. O cardápio era de babar.
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| Sempre |
De entrada, como não resistimos a uma empanada, pedimos uma achando que seria uma tradicional. Quando foi servida, era imensa, do tamanho do prato.
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| Uma super empanada |
Aliás, tudo por ali foi muito bem servido e estava delicioso. Comemos pelo almoço e pelo jantar, de tanta comida que veio.
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| Lomo a lo Pobre |
A gente nunca se arrepende de comer em restaurantes locais, desses tradicionais da cidade e que não seguem modinha.
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| Adoramos o San Pedro |
Após o mega almoço, fomos dar uma passeada e nos deparamos com o belíssimo vulcão ao fundo. Parecia um quadro e claro, que não resistimos parar e registrar o momento.
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| Parece uma pintura |
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| Beto, a motoca e o vulcão |
Depois subimos para o centrinho para passear mais um pouco.
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| As ruas do centrinhos |
A igreja de
San Pedro de Atacama estava aberta e entramos para conhecer.
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| Interior da igreja |
Tinha uma feirinha de artesanato e aproveitamos para apreciar as peças.
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| Feirinha de artesanato |
Uma coisa comum na cidade, é encontrar muitos cachorros. A maioria deles é enorme, mas são acostumados com os turistas e não apresentam perigo. Interessantes é que eles até parecem abandonados, mas pelas coleiras ou bandanas amarradas no pescoço, percebe-se que possuem donos, ou pelo menos, quem cuide.
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| Hora de ir embora |
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| Estivemos em San Pedro de Atacama, de 18 a 20 de dezembro de 2025 |
Curiosidades sobre San Pedro do Atacama - CL
- Distância de Campinas: 2.986 km
- Distância de São Paulo: 3.000 km
- Está situada num planalto elevado na Cordilheira dos Andes do nordeste do Chile
- A deslumbrante paisagem que a circunda inclui deserto, salinas, vulcões, géiseres e fontes termais
- Com cerca de 1.000 km de extensão, é considerado o deserto mais alto do mundo
- É o deserto não polar mais seco do mundo, pois chove raramente na região, em consequência das correntes marítimas do Oceano Pacífico não conseguirem passar para o deserto, por causa de sua altitude. Assim, quando se evaporam, as nuvens úmidas descarregam seu conteúdo antes de chegar ao deserto, podendo deixá-lo durante longas épocas sem chuva
- De acordo com estimativas, o deserto de Atacama ocupa 105 mil quilômetros quadrados, ou 128 mil quilômetros quadrados se as encostas inferiores dos Andes forem incluídas. A maior parte do deserto é composta por terreno pedregoso, lagos de sal (salinas) e areia
- As temperaturas no deserto variam entre 0 °C à noite a 40 °C durante o dia
- A cidade tem pouco mais de 5.000 habitantes e está a 2.400 metros de altitude. Por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro, mochileiros, fotógrafos, astrônomos, cientistas, pesquisadores, motociclistas e aventureiros, além de possuir uma vida agitada, mesmo depois da meia noite, com bares e restaurantes lotados e pessoas conversando e planejando o dia seguinte.
- As Salinas Grandes estão localizadas ao norte, nas províncias de Jujuy e Salta, a uma altitude média de 3.450 metros acima do nível do mar. Abrange uma área de 212 km² e é conhecida pelo seu vasto deserto branco. O deserto tem cerca de 320 km de extensão.
- Com uma altura de 5916 metros, o Vulcão Licancabur é parte da Cordillera de Los Andes e pode ser apreciado desde o povoado de San Pedro de Atacama. Localizado no limite geográfico entre o Chile e a Bolívia, oferece seus cumes nevados aos visitantes que podem realizar excursões desde o acampamento base localizado a 4300 metros de altura por sobre o nível do mar e também desde um acampamento intermédio localizado a 4700 metros. O vulcão também é de enorme interesse arqueológico e antropológico produto dos registros incas que se encontram em seus arredores, que lembram antigas cerimônias sagradas. O atrativo tem um cratera que contém ao interior uma lagoa que se congela durante a temporada invernal, enquanto a ascensão ao vulcão é recomendada realizá-la entre agosto e dezembro. O certo é que, para os especialistas, este vulcão está completamente inativo e, além disso, sua lagoa no cume é considerada a quinta de maior altitude do mundo.
- O Vale da Morte, também conhecido como Vale de Marte, fica no meio da Cordilheira do Sal, a apenas 2 quilômetros de San Pedro de Atacama. Seu nome se deve ao fato de que, nos tempos antigos, quem se atrevia a atravessar esse vale morria na tentativa. Prova disso são os restos de ossos de animais e humanos que podem ser encontrados aqui, bem como pedaços de gesso natural que muitas vezes são confundidos com esses restos. Caracteriza-se por estranhas formações geomórficas e topográficas, onde abundam esculturas naturais de rocha e dunas de areia. Esse lugar também é um exemplo claro da aridez do Deserto do Atacama, pois não há plantas ou insetos que cresçam aqui.
- Na famosa rua Caracoles, se concentra a maior parte de bares e restaurantes da cidade. Várias ruas cortando essa principal e todas são cheias de vida própria. Existe uma rua que é praticamente exclusiva de casas de câmbio.
- No centrinho tem muitas coisas bacanas para o turista, como feirinhas de artesanato, museu, sorveterias, agências de turismo, mercados, entre outros
- A linda Igreja de San Pedro de Atacama, fica no centrinho da cidade. Foi construída em 1745, durante o período colonial espanhol e é considerada a segunda igreja mais antiga do Chile. O material indígena adobe foi usado na construção da igreja, cuja aparência é caracterizada como simples e elegante. Sofreu modificações no século XVIII e acréscimos foram feitos no século XIX. Foi declarada monumento histórico em 1951
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