terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Expedição Pacífico - Parte 5: San Pedro do Atacama CL


18 de Dezembro - Quinta-feira

Após uma boa noite de sono, arrumamos as coisas e fomos tomar café da manhã. Estava bem friozinho.

Despertando

O café servido foi aquele típico, com medialunas doces, torradas, geleias e manteiga.

Cafezinho da manhã

Após o café, seguimos viagem e o nosso destino do dia, era o tão esperado Atacama.

Estrada lindíssima

O dia estava lindo, céu azul, temperatura baixa e a estrada era maravilhosa. Tudo perfeito.

Curvas

As famosas montanhas

Montanhas 

Parada na serra

É tanta beleza, que a gente não cansa de ver. Realmente é uma viagem fantástica, passamos pelas cordilheiras e pelas deliciosas curvas da Cuesta Lipan.

Cuesta Lipan

As famosas curvas da Cuesta Lipan

Curvas da Cuesta Lipan

Fizemos aquela parada obrigatória, para registrar o monolito a 4170 metros acima do nível do mar.

Monolito 4170

4170 acima do nível do mar

Monolito

Lindas curvas

Durante o trajeto, praticamente nenhum movimento, a não ser pelos muitos animais que encontramos pela estrada, como guanacos, lhama, burricos, e a rápida raposa de Culpeo, que não consegui registrar a foto.

Imensidão

Burrico

A certo ponto, avistamos as famosas salinas, que estão localizadas ao norte, nas províncias de Jujuy e Salta, a uma altitude média de 3.450 metros acima do nível do mar. Abrange uma área de 212 km² e é conhecida pelo seu vasto deserto branco.

Salinas no horizonte

Margeando as salinas

Salinas

Imensidão branca

Lhama charmosa

Estrada e guanacos

Riozinho

Após um longo trajeto sem nada pela frente, passamos pela cidade de Susques e por sorte, havia um Centro de Informações ao Turista, com banheiro disponível.

Susques

Chinitas

Changuitos

Parada em Susques

Casilla de Informacion Turistica, em Susques

Seguimos a viagem, com a estrada cortando o deserto sem fim. Fizemos uma parada para subir o drone e tirar umas fotos.

Imensidão

Literalmente, deserto

Uma estrada para nós

Às 13h20 chegamos na fronteira da Argentina e Chile, em Paso Jama. Antes de cruzar a fronteira, paramos no último posto de combustível para abastecer, comer alguma coisa e garantir não ter fome na viagem.

Jama

Café e empanada

Fronteira Argentina/Chile

Aduana

Na aduana, os trâmites de liberação levaram 1 hora, no qual passamos por 6 guichês.
Após autorizados, cruzamos a fronteira e seguimos viagem.

Chile, lá vamos nós!

O visual continuou incrível, com montanhas que pareciam ser pintadas.

Montanhas belíssimas

Montanha, sal e água

Fizemos uma parada em um lugar incrivelmente lindo, Salar y Laguna de Tara.

Salar y Laguna de Tara

Salar y Laguna de Tara

Mais a frente, passamos pelos Monjes de la Pacana, que é uma região bem desértica, com dunas de areia e imensas pedras curiosas, formadas pela ação dos ventos ao longo dos anos.

Pedras em Monges de la Pacana

Tudo azul

Maravilhoso

A viagem foi ficando cada vez mais linda.

Mirador Quebrada Quepiaco

Fizemos uma parada no Mirador Quebrada Quepiaco. Muito bonito o local, onde foi possível ver flamingos e guanacos. Estava ventando muito.

Vega Quepiaco

Vega Quepiaco

Vista do mirador

Seguimos a viagem e passamos ao lado da fronteira Chile/Bolívia.

Fronteira Bolívia e Chile

Fronteira Chile e Bolívia

Mesmo extasiados com as belíssimas paisagens, ainda tinha mais por vir, pois, logo começamos a avistar o belíssimo Vulcão Licancabur.

Vulcão Licancabur

Volcán

Paramos no mirador e fizemos lindas fotos. Visual que impressiona.

Vulcão Licacanbur

Com uma altura de 5916 metros, o vulcão é parte da Cordillera de Los Andes. Localizado no limite geográfico entre o Chile e a Bolívia, é comum ver seus cumes nevados durante todo o ano. São realizadas excursões, pois o vulcão possui uma cratera que em seu interior, contém uma lagoa que se congela durante a temporada invernal. O Volcán Licancabur também é de enorme interesse arqueológico e antropológico, pois ali se encontram registros incas, que lembram antigas cerimônias sagradas. 

Flores e o vulcão

Para os especialistas, é certo que este vulcão está completamente inativo e, além disso, sua lagoa no cume é considerada a quinta de maior altitude do mundo.

A motoca e o vulcão

Flores que brotam no árido

Qualquer semelhança..

Nós e o vulcão

Após muito apreciar a região do vulcão, seguimos viagem e logo começamos a ver as placas de San Pedro de Atacama.

Chegando no Atacama

Quase lá

Bienvenidos!!!

Chegamos na pacata cidade e nos dirigimos à pousada.

Chegando em San Pedro do Atacama

Às 17h20, chegamos na pousada, com bastante calor.

Na pousada

Desfizemos as malas, nos arrumamos e saímos a pé para desbravar a cidade.
Começamos por uma feirinha, bem organizada, em frente ao terminal rodoviário. 

Feirinha

Depois, subimos algumas quadra e chegamos na famosa Rua Caracoles, que é a principal de San Pedro de Atacama e nela só pode passar pedestres. Nessa rua se concentra a maior parte dos bares e restaurantes, assim como as diversas lojinhas de presentes, agências turísticas, mini-mercados e até mesmo, alguns hotéis e pousadas.

Rua Caracoles

Paramos para jantar em um bem recomendado restaurante, o Aura Andina. O prato escolhido foi um típico Pastel de Choclo, que é preparado com grão de milho terno da cozinha tradicional peruana e chilena, recheado de frango (ou carne), manjericão e azeitonas pretas. Veio servido com uma salada regional e chips de batata doce. Maravilhoso.

Pastel de Choclo, no Aura Andina

Após o jantar, seguimos o passeio, pelas ruas de terra do Atacama.

Ruas de terra

As ruas de terra estavam tranquilas, as construções de adobe misturavam o ambiente desértico com um rústico charmoso, em uma atmosfera única, combinando a tradição local com o fluxo constante de turistas curiosos, de todo o mundo.

Vila charmosa

Como a noite chega tarde na cidade, continuamos curtindo o centrinho charmoso mais um pouco.

Turistando

Finalizamos a noite, passando pela Plaza de San Pedro Atacama, que estava com um presépio montado, com árvore de Natal. Passamos pela bela Igreja de San Pedro e pela Prefeitura, com sua bela arquitetura.

Pracinha em clima de Natal

Prefeitura

Iglesia San Pedro de Atacama

Presépio

Plaza de San Pedro de Atacama



19 de Dezembro - Sexta-feira

Após uma boa noite de sono, acordamos com o dia bem frio e tomamos um gostoso café da manhã, com ovos feitinhos na hora.

Ovos mexidos

Folhas de coca


Nossa programação da manhã, era conhecer o Valle de Marte ou Valle de la Muerte
Chegando lá, paramos na portaria, onde uma agente nos explicou sobre o passeio e nos vendeu o ingresso, por 6 mil pesos cada um.

Valores das entradas

Seguimos de moto por uma estrada de areia fofa, cercada de formações rochosas.

Adentrando ao Valle de Marte

Literalmente no deserto

Passamos por um trecho, onde as pessoas estavam praticando sandboard.

Sandboard

Passando por esse ponto das dunas do sandboard, fica o local limite para deixar os veículos, pois a areia é muito fofa e há precipícios muito profundos.

Limite para veículos

Bateu aquela sensação estranha de abandono, em deixar a moto sozinha, no meio do nada e perto de um barranco.

Tchau moto

Seguimos o passeio, debaixo de muito sol. O trajeto todo foi assim, sem nenhuma sombrinha para refrescar.

Aridez total

Imensidão


O Vale da Morte, também conhecido como Vale de Marte, fica no meio da Cordilheira do Sal, a apenas 2 quilômetros de San Pedro de Atacama.
Seu nome se deve ao fato de que, nos tempos antigos, quem se atrevia a atravessar esse vale morria na tentativa. Prova disso são os restos de ossos de animais e humanos que podem ser encontrados aqui, bem como pedaços de gesso natural que muitas vezes são confundidos com esses restos.
Caracteriza-se por estranhas formações geomórficas e topográficas, onde abundam esculturas naturais de rocha e dunas de areia. Esse lugar também é um exemplo claro da aridez do Deserto do Atacama, pois não há plantas e nem mesmo insetos que cresçam por ali.

Vamos subindo

A uma certa altura, chegamos em uma placa, indicando a subida do mirante.

Indicação de trilha ao mirador

Estrutura do mirante lá em cima

Bora subir mais um pouco

O mirante lá em cima

Portal de entrada de quem vem por outro caminho

Subindo

Rochas

Chegamos ao mirante derretidos. Lá em cima tinha uns bancos com cobertura para descansar (e claro que sentamos um pouco) e até mesmo um banheiro.

Vista do mirante

O visual lá de cima compensa todo calor do trajeto. É maravilhoso e infinito. Por todo o horizonte, só vemos o belíssimo deserto.

Fotos em todos os ângulos

O ponto mais alto, fica a 2600 metros acima do nível do mar.

Imensidão

Em um ponto do mirante, encontramos as famosas pedras equilibradas e deixamos ali, a nossa contribuição.

Rock balance

O Rock Balance ou Stone Balance é uma prática espiritual que não trata apenas do empilhamento das pedras, mas sim do entendimento dos processos naturais (internos e externos), por meio da desconexão com o ego para a conexão com o todo, proporcionada pela meditação.

Lindo demais

Após apreciar todo aquele visual, começamos o retorno.

Começando a descer

Fizemos uma parada para contemplar um pouco mais tamanha beleza.

Contemplando

Nós

Continuamos a descida por mais um tempo e o único barulho que ouvimos por ali, foi do vento. 

De volta à nossa motoca

Fizemos o retorno sem capacete, pois precisávamos de um pouco de ar fresco, se assim podemos chamar.

Retornando

Liberdade

Na saída do vale, paramos para por as jaquetas e capacetes. Bora enfrentar o calor e bora passear.

San Pedro de Atacama

De volta à cidade, paramos para almoçar no restaurante que vimos no dia anterior e que nos despertou a atenção.

Na sombrinha

Entramos no Restaurante San Pedro, que fica afastado do burburinho do centrinho da cidade. O cardápio era de babar.

Sempre

De entrada, como não resistimos a uma empanada, pedimos uma achando que seria uma tradicional. Quando foi servida, era imensa, do tamanho do prato.

Uma super empanada

Aliás, tudo por ali foi muito bem servido e estava delicioso. Comemos pelo almoço e pelo jantar, de tanta comida que veio.

Lomo a lo Pobre

A gente nunca se arrepende de comer em restaurantes locais, desses tradicionais da cidade e que não seguem modinha.

Adoramos o San Pedro

Após o mega almoço, fomos dar uma passeada e nos deparamos com o belíssimo vulcão ao fundo. Parecia um quadro e claro, que não resistimos parar e registrar o momento.

Parece uma pintura

Beto, a motoca e o vulcão

Depois subimos para o centrinho para passear mais um pouco.

As ruas do centrinhos

A igreja de San Pedro de Atacama estava aberta e entramos para conhecer.

Interior da igreja

Tinha uma feirinha de artesanato e aproveitamos para apreciar as peças.

Feirinha de artesanato

Uma coisa comum na cidade, é encontrar muitos cachorros. A maioria deles é enorme, mas são acostumados com os turistas e não apresentam perigo. Interessantes é que eles até parecem abandonados, mas pelas coleiras ou bandanas amarradas no pescoço, percebe-se que possuem donos, ou pelo menos, quem cuide.

Cachorros enormes na rua

Igreja de San Pedro de Atacama

Sombra

Após passear bastante, nos dirigimos até onde a moto estava estacionada e retornamos para a pousada para descansar.

Hora de ir embora



Estivemos em San Pedro de Atacama, de 18 a 20 de dezembro de 2025


Curiosidades sobre San Pedro do Atacama - CL

  • Distância de Campinas: 2.986 km
  • Distância de São Paulo: 3.000 km
  • Está situada num planalto elevado na Cordilheira dos Andes do nordeste do Chile
  • A deslumbrante paisagem que a circunda inclui deserto, salinas, vulcões, géiseres e fontes termais
  • Com cerca de 1.000 km de extensão, é considerado o deserto mais alto do mundo
  • É o deserto não polar mais seco do mundo, pois chove raramente na região, em consequência das correntes marítimas do Oceano Pacífico não conseguirem passar para o deserto, por causa de sua altitude. Assim, quando se evaporam, as nuvens úmidas descarregam seu conteúdo antes de chegar ao deserto, podendo deixá-lo durante longas épocas sem chuva
  • De acordo com estimativas, o deserto de Atacama ocupa 105 mil quilômetros quadrados, ou 128 mil quilômetros quadrados se as encostas inferiores dos Andes forem incluídas. A maior parte do deserto é composta por terreno pedregoso, lagos de sal (salinas) e areia
  • As temperaturas no deserto variam entre 0 °C à noite a 40 °C durante o dia
  • A cidade tem pouco mais de 5.000 habitantes e está a 2.400 metros de altitude. Por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro, mochileiros, fotógrafos, astrônomos, cientistas, pesquisadores, motociclistas e aventureiros, além de possuir uma vida agitada, mesmo depois da meia noite, com bares e restaurantes lotados e pessoas conversando e planejando o dia seguinte.
  • As Salinas Grandes estão localizadas ao norte, nas províncias de Jujuy e Salta, a uma altitude média de 3.450 metros acima do nível do mar. Abrange uma área de 212 km² e é conhecida pelo seu vasto deserto branco. O deserto tem cerca de 320 km de extensão.
  • Com uma altura de 5916 metros, o Vulcão Licancabur é parte da Cordillera de Los Andes e pode ser apreciado desde o povoado de San Pedro de Atacama. Localizado no limite geográfico entre o Chile e a Bolívia, oferece seus cumes nevados aos visitantes que podem realizar excursões desde o acampamento base localizado a 4300 metros de altura por sobre o nível do mar e também desde um acampamento intermédio localizado a 4700 metros. O vulcão também é de enorme interesse arqueológico e antropológico produto dos registros incas que se encontram em seus arredores, que lembram antigas cerimônias sagradas. O atrativo tem um cratera que contém ao interior uma lagoa que se congela durante a temporada invernal, enquanto a ascensão ao vulcão é recomendada realizá-la entre agosto e dezembro. O certo é que, para os especialistas, este vulcão está completamente inativo e, além disso, sua lagoa no cume é considerada a quinta de maior altitude do mundo.
  • O Vale da Morte, também conhecido como Vale de Marte, fica no meio da Cordilheira do Sal, a apenas 2 quilômetros de San Pedro de Atacama. Seu nome se deve ao fato de que, nos tempos antigos, quem se atrevia a atravessar esse vale morria na tentativa. Prova disso são os restos de ossos de animais e humanos que podem ser encontrados aqui, bem como pedaços de gesso natural que muitas vezes são confundidos com esses restos. Caracteriza-se por estranhas formações geomórficas e topográficas, onde abundam esculturas naturais de rocha e dunas de areia. Esse lugar também é um exemplo claro da aridez do Deserto do Atacama, pois não há plantas ou insetos que cresçam aqui.
  • Na famosa rua Caracoles, se concentra a maior parte de bares e restaurantes da cidade. Várias ruas cortando essa principal e todas são cheias de vida própria. Existe uma rua que é praticamente exclusiva de casas de câmbio.
  • No centrinho tem muitas coisas bacanas para o turista, como feirinhas de artesanato, museu, sorveterias, agências de turismo, mercados, entre outros
  • A linda Igreja de San Pedro de Atacama, fica no centrinho da cidade. Foi construída em 1745, durante o período colonial espanhol e é considerada a segunda igreja mais antiga do Chile. O material indígena adobe foi usado na construção da igreja, cuja aparência é caracterizada como simples e elegante. Sofreu modificações no século XVIII e acréscimos foram feitos no século XIX. Foi declarada monumento histórico em 1951



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